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Império do Divino Espírito Santo da Vila de S. Sebastião

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O Império do Divino Espírito Santo da Vila de S. Sebastião, Concelho de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, está localizado na Rua da Igreja e foi fundado no primeiro quartel do século XX, no ano de 1918. Esta irmandade celebra as festas do Divino Espírito Santo nos domingos de Pentecostes e da Santíssima Trindade, nos 7º e 8º domingos depois da Páscoa, respetivamente.

Festas do Divino Espírito Santo nesta Vila:

No 8º domingo do Espírito Santo os mordomos nomeiam os mordomos do ano seguinte.

Durante o período que decorre entre a nomeação e o início das semanas do Espírito Santo, os mordomos preparam os bodos, convidando os criadores que irão criar os animais que serão utilizados nas irmandades, que são entregues no sábado do Bodo, contactam o produtor do vinho a ser distribuído também nas irmandades, assim como fazem com o fornecedor do pão. Durante esse tempo, os mordomos fazem a manutenção dos pertences do império e do edifício e também organizam a entrega das coroas aos imperadores, ou seja, às pessoas que tiraram os 8 domingos do Espírito Santo, as quais, cada uma per se, durante 5 semanas, velam o Espírito Santo nas suas casas.

No domingo de Páscoa, os mordomos levam as coroas do Espírito Santo até à igreja para serem benzidas e o imperador do 1º domingo leva-as para sua casa. O imperador, durante a semana, reza o terço ao Divino Espírito Santo, fazendo um altar para O adorar. Na sexta-feira anterior ao domingo, enfeitam o bezerro que será morto para dar a carne para as sopas e alcatras que são oferecidas aos convidados no domingo do Espírito Santo. No domingo, o imperador leva o Espírito Santo à igreja para a coroação e depois os convidados vão em procissão até ao lugar onde será servido o almoço. Depois disso, voltam em procissão e levam as insígnias à casa do próximo imperador. Este processo acontece em todos os domingos do Espírito Santo.

Na semana que antecede ao 7º e ao 8º domingo, na quarta-feira, os mordomos vão buscar o vinho, fazendo deste ato um convívio. Na quinta-feira, recebem, no império, as garrafas que serão enchidas com o vinho para ser entregue nas irmandades, no sábado. Este procedimento acontece novamente na semana seguinte. Na sexta-feira, tem lugar a mordomia. Estas são da responsabilidade dos mordomos, normalmente metade em cada semana. O objetivo da mordomia é enfeitar o bezerro, símbolo dos animais que serão mortos para as irmandades a ofertar no sábado de cada bodo, assim como recolher o pão que também será dado nesse dia e no dia seguinte. Cada mordomo tem os seus convidados que o vão a acompanhar em procissão até ao Império, onde todos os mordomos e seus convidados, já levando o pão em cestas, se encontram e vão todos juntos enfeitar o bezerro, juntamente com o andor da imagem da Rainha Santa Isabel, acompanhados pela Filarmónica. Acabando de enfeitar o bezerro, dão uma volta pela freguesia exibindo o animal e regressam ao Império, onde deixam o pão, o bezerro e o andor da santa. Os mordomos que não têm mordomia ficam no Império a brindar a Filarmónica, enquanto que os outros mordomos que têm as mordomias vão para as suas casas com os seus convidados onde servem pão, queijo, vinho entre outras iguarias conforme o critério de cada um. Mais tarde, nesse dia, os outros mordomos que ficaram no Império, vão em procissão juntamente com a imagem da Santa e a filarmónica e “correm” as casas dos mordomos que tem as mordomias. Quem leva o andor neste momento são os mordomos da tourada do Bodo. A tourada acontece na terça-feira depois do 2º Bodo e tem uma comissão independente que trata apenas disso. Depois de dada a volta pelas mordomias, voltam a trazer o andor da Rainha Santa Isabel para o Império.

No sábado do Bodo de manhã, na despensa do Império, partem e ensacam a carne que será dada nesse dia à tarde, juntamente com o pão e o vinho. No sábado à tarde, após as mesas já estarem prontas com as irmandades a serem entregues, os mordomos levam o Espírito Santo à Igreja juntamente com a imagem da Santa Isabel. Depois da missa, levam, em procissão, o andor e uma coroa até à praça onde estão as irmandades para serem benzidas pelo Senhor Padre e são distribuídas depois. Também é costume ir a casa dos criadores levar pão, carne e vinho em sinal de agradecimento.

No domingo do Bodo, de manhã, os mordomos vão até ao Império para receberem as ofertas ao Divino que, posteriormente, serão arrematadas no Bodo. O Imperador desse domingo, leva o Espírito Santo à igreja para a coroação. Os mordomos ficam no Império até à saída do Divino da igreja, onde é guardado até ao final do Bodo, sendo depois levado a casa do próximo imperador. Depois da missa, há arrematações das ofertas e são levantados os Domingos do Espírito Santo do ano seguinte. No 8º domingo são nomeados os mordomos do bodo e da tourada para o ano seguinte. Nos dois domingos, à tarde, acontece o Bodo na praça, local onde é promovido um salutar convívio com todos os irmãos e os mordomos. Neste espaço há pão, queijo e vinho entre outras iguarias. O bodo é animado pela filarmónica. Também costuma haver arrematações durante o Bodo.

Depois do último Bodo o Espírito Santo vai para casa do Imperador que tem o 1º domingo do Espírito Santo do ano seguinte.