Aves na Ilha Terceira

No meio do Atlântico, a quase igual distância entre a América e a Europa, esta ilha verdejante é visitada por aves perdidas das suas rotas, oriundas dos dois continentes. A linha de costa da ilha e ilhéus adjacentes constituem importantes habitats para algumas espécies de aves marinhas de entre as mais importantes da Europa, que todos os anos se deslocam aos Açores para nidificar ou descansar.

Codorniz dos Açores

Coturnix c. conturbans

Residente. Esta pequena galinácea, subespécie endémica dos Açores, está presente em todas as ilhas do arquipélago. Pode ser observada no , um dos melhores locais do arquipélago onde observar esta espécie, no Porto de pesca da Praia da Vitória, nas Lajes, na Lagoa do Junco e área de pastagens envolvente), nas Cinco Ribeiras e nos Altares.

Pombo Torcaz dos Açores

Columba p. azorica

Muito abundante. Pode afirmar-se, com propriedade, que é possível observar-se em qualquer local da ilha, no entanto são apostas seguras locais como: Paul da Praia, Paul do Belo Jardim, Cabo da Praia, Lagoa do Junco, Lagoa do Ginjal, Caldeira de Guilherme Moniz, ou Fajã da Serreta.

Melro

Turdus merula azorensis

Residente. Muito conspícua e uma das espécies mais conhecidas e populares entre os açorianos. Pode observar-se nas pastagens envolventes das lagoas do Junco e do Ginjal; Reservatório do Cabrito; margens do Paul da Praia da Vitória, Paul do Belo Jardim, Cabo da Praia, Lagoa do Negro e Pico da Bagacina.

Toutinegra dos Açores

Sylvia atricapilla atlantis

Residente. Subespécie endémica dos Açores ou da Macaronésia, questão que ainda está por resolver. Embora seja uma espécie tímida, a sua abundância faz com que seja relativamente fácil de observar na Fajã da Serreta, Cabo da Praia, Paul do Belo Jardim, Lagoa do Negro e Ponta das Contendas.

Ferfolha

Regulus regulus

Residente. É a ave mais pequena da Europa, ocorrendo associada a manchas de vegetação nativa. Pode ser observada na Fajã da Serreta; Serra de Santa Bárbara e Mistérios Negros; Monte Brasil.

Estorninho dos Açores

Sturnus vulgaris granti

Residente. Parece evitar a cota acima dos 600 metros de altitude. Pode observar-se facilmente em qualquer um dos lugares entre eles o Paul da Praia.

Tentilhão dos Açores

Fringilla c. moreletti

Residente. É provavelmente a ave mais abundante e amplamente distribuída pelo arquipélago. Pode ser observada no Paul da Praia.

Galinha-de-água

Gallinula chloropus

Segundo alguns trata-se de uma subespécie açoriana (correana), sendo a subespécie nominal para outros. Pouco abundante no arquipélago açoriano, apenas se reproduz em algumas ilhas como é o caso da Terceira.

Borrelho-de-coleira-interrompida

Charadrius alexandrinus

Actualmente apenas se conhece a sua nidificação na Terceira e em Santa Maria. Pode observar-se no Cabo da Praia e áreas envolventes; zona do porto da Praia da Vitória; aeroporto e Caldeira das Lajes.

Galinhola

Scolopax rusticola

Mostra uma certa preferência pelas zonas florestadas a maior altitude, tendo uma clara preferência por manchas de floresta nativa.Pode ser observada na Caldeira de Guilherme Moniz, Alagadiços e Lagoa do Negro.

Narceja-comum

Gallinago gallinago

Frequenta sobretudo zonas a maior altitude, onde existem prados naturais e pastagens seminaturais. Pode ser observada nas imediações das lagoas do Junco e do Ginjal durante o Inverno; Caldeira de Guilherme Moniz, Alagadiços; Lagoa do Negro, Pau Velho, Escampadouro e área de pastagens semi-naturais em redor do Pico da Bagacina.

Pombo-das-rochas

Columba livia atlantis

Ocorre em todas as ilhas de forma abundante, nidificando sobretudo em falésias costeiras e ilhéus. Pode ser observado nas pastagens da zona do Cabo da Praia e Paul/Vale da Achada.

Vinagreira

Erithacus rubecula

Pode ser observada em todo o arquipélago, em praticamente todo o tipo de habitats terrestres.

Canário-da-terra

Serinus canaria

Está presente em todo o arquipélago, sendo o “pássaro” por excelência para a maioria da população açoriana. Pode ser observado no Paul da Praia.

Cagarro

Calonectris diomedea

Migrador estival. Esta espécie pelágica, que visita os Açores para se reproduzir, está presente no arquipélago entre Março e meados de Novembro. Locais de abundância durante o período da noite são a Fajã da Serreta e Monte Brasil.

Garajau-comum

Sterna hirundo

Migrador estival, presente em todas as ilhas, chega aos Açores a partir do início de Abril, partindo os últimos indivíduos, após a época de reprodução, em Novembro. Facilmente visível de terra na Ponta das Contendas.

Garajau-rosado

Sterna dougallii

Migrador estival. Reproduz-se em colónias mistas, com o garajau-comum, e, embora presente em todo o arquipélago açoriano, é muito menos abundante que este. Facilmente visível de terra na Ponta das Contendas

Gaivota-de-patas-amarelas

Larus michahellis atlantis

Residente/Invernante. Espécie colonial. Nidifica em todo o arquipélago. Pode observar-se no Paul da Praia.