Sobre a Terceira

Os Açores

Conhecidas pelas suas belezas naturais e premiadas em categorias como Turismo Sustentável ou Turismo de Aventura, as 9 ilhas dos Açores, compõe um arquipélago de uma beleza singular, que durante séculos têm encantado visitantes e apaixonado residentes.

Oficialmente Região Autónoma dos Açores, é um arquipélago transcontinental, de natureza vulcânica, e um território autónomo da República Portuguesa, situado no Atlântico Nordeste, dotado de autonomia política e administrativa.

Sob o ponto de vista geográfico, as ilhas distribuem-se por três grupos: o grupo ocidental, constituído pelas ilhas do Corvo e das Flores; o grupo central, formado pelas ilhas Graciosa, Terceira, São Jorge, Faial e Pico; e o grupo oriental, materializado pelas ilhas de São Miguel e de Santa Maria. A sua população atual (dados de 2021) ronda os 236.657 habitantes.

Preparado para
uma aventura única?

Se está interessado na história, cultura e outros fatos sobre a Terceira, aqui vai encontrar informação que poderá ajudar a conhecer um pouco mais.

  • Informações Gerais
  • Saúde e Segurança
  • História
  • Cultura
  • Natureza
  • Lazer e Desporto
  • Gastronomia e Vinhos
  • Costumes e Tradições
  • Artesanato

Idioma oficial: Português  Religião: Católica  Moeda oficial: Euro (€)

Geografia

Segunda ilha mais habitada dos Açores, com 53 311 residentes (dados de 2021), a ilha Terceira tem 401,9 km2de superfície, com 30,1 quilómetros de comprimento e 17,6 quilómetros de largura máxima. É a ilha mais a Leste das cinco que compõem o Grupo Central do arquipélago e a ilha mais próxima é a de São Jorge, a 37,9 km de distância. O ponto mais elevado da ilha, aos 1021 m de altitude, está situado na Serra de Santa Bárbara, a 38°43’47’’ de latitude norte e 27°19’11’’ de longitude oeste.

Clima

A localização geográfica, no contexto da circulação global atmosférica e oceânica, condiciona o seu clima. A circulação atmosférica é comandada pelo Anticiclone dos Açores, cuja posição, intensidade, desenvolvimento e orientação influencia as condições meteorológicas sentidas no arquipélago.

Assim, o clima é caracterizado por elevados índices de humidade do ar, amenidade térmica, taxas de insolação pouco elevadas, chuvas regulares e abundantes e por um regime de ventos vigorosos.

Reconhecem-se as quatro estações do ano, típicas dos climas temperados. Os Invernos, embora não excessivamente rigorosos, podem ser chuvosos nos meses entre Outubro e Março. Os Verões são amenos e mais ensolarados do que o resto do ano, contudo são raros os dias de céu completamente limpo. As temperaturas médias são de cerca de 13°C no Inverno e 24°C no Verão.

A temperatura da água do mar, que é moderada pela Corrente do Golfo, é entre 16ºC nos meses de Fevereiro a Abril e 24ºC no mês de Agosto.

Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (+351 295 403 200)

Número de emergência: 112

Serviço de Emergência ao Cidadão Surdo: pode ligar para os serviços de emergência da Proteção Civil, através de videochamada Skype, para SERViiN – INTÉRPRETE LGP ou através do número 12472. O intérprete de Língua Gestual Portuguesa fará a comunicação com o serviço de emergência pretendido. Este serviço está disponível de segunda a sexta-feira, das 7h00 às 22h00, incluindo feriados.

APP PROCIV Azores: A aplicação fornece informações quanto às principais medidas de autoproteção para situações que envolvam risco de incêndios, sismos, tempestades, incidentes tecnológicos ou outros; divulga alertas no que diz respeito a avisos meteorológicos e comunicados sismológicos, auxilia nos primeiros socorros a vítimas de acidentes e intoxicações.

No que diz respeito a chamadas para o 112, a aplicação, para além de permitir que a chamada seja feita de acordo com o tipo de chamada de socorro (acidente, doença súbita ou outros), envia automaticamente um email, com os dados que preencheu no seu perfil, diretamente para a Linha de Emergência Médica, de maneira que possa socorrê-lo de forma mais rápida e eficaz.

Polícia de segurança pública:

Angra do Heroísmo (+351 295 212 022)

Praia da Vitória (+351 295 908 710)

A terceira paragem do arquipélago a ser reconhecida por navegadores portugueses, provavelmente entre finais de 1420 e inícios de 1430, começa por ser designada Ilha de Jesus Cristo. O posterior rebaptismo para Terceira leva em conta a ordem das descobertas anteriores, Santa Maria e São Miguel. O povoamento é mais tardio do que no grupo oriental, pois só em 1449 o Infante D. Henrique incumbe Jácome de Bruges, flamengo de nascença, de humanizar a ilha. Apesar deste primeiro investimento, o efetivo povoamento da ilha só terá sido realizado a partir de 1470, tendo como zonas centrais Praia e Angra, que gizaram o aparecimento de povoações pelo resto do território.

Nos séculos XV e XVI, a relevância da baía de Angra não só é notória como entreposto comercial interno, promovendo o circuito de produtos regionais produzidos nas demais ilhas, como assume ainda maior protagonismo como escala intercontinental para as naus que navegavam entre a Europa e as distantes América e Índia. A cidade de Angra, fundada em 1534, torna-se o fulcro político, económico e religioso dos Açores e a ela abundam metais preciosos e especiarias exóticas que tornam a ilha num alvo privilegiado e continuado de corsários ingleses, franceses, castelhanos e flamengos.

Em 1580, perante a subida ao trono de Portugal do rei espanhol Filipe II, os terceirenses apoiam as pretensões de D. António, Prior do Crato, candidato português. Espanha procura debelar a rebelião, mas o primeiro desembarque de tropas castelhanas, em 1581, resulta na sua pesada derrota na famosa Batalha da Salga. Dois anos depois, os hispânicos regressam em maior número e alcançam o domínio insular após violentos combates. Com a Restauração de 1640, Portugal recupera a independência e a Terceira solidifica a sua posição central no arquipélago.

O espírito de bravura dos locais volta a ser testado durante as Guerras Liberais. Maioritariamente adepta da causa liberal, a população terceirense reage contra o domínio absolutista, já comodamente instalado noutras paragens. Em 1829, uma feroz batalha naval termina com a derrota das tropas absolutistas de D. Miguel que tentavam desembarcar no areal da Praia. Perante o feito, esta vila passa a ser conhecida por Praia da Vitória. Durante este conturbado período histórico, a Terceira funciona como base para D. Pedro IV organizar a reconquista do trono e consolidar a monarquia constitucional. Angra é nomeada capital do reino de Portugal e obtém o acrescento “do Heroísmo”. Em 1832, assiste-se à largada da armada e exército rumo ao continente, onde desembarcará na praia do Mindelo, momento chave na vitória do ideal liberalista.

Durante a Segunda Guerra Mundial, permite-se aos britânicos instalarem uma base militar próxima da Praia da Vitória, que posteriormente passa para a Força Aérea Norte-Americana. A conhecida e ainda hoje operante Base das Lajes traz novas influências aos habitantes locais. Ciosa do passado histórico repleto de grandes feitos, a Terceira mantém-se atualmente uma ilha dinâmica no contexto do arquipélago, tendo o centro histórico angrense sido reconhecido, em 1983, como Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO.

O título “Muito Nobre, Leal e Sempre Constante” atribuído a Angra do Heroísmo realça a importância que esta urbe teve ao longo da História de Portugal. A relevância da baía de Angra, em especial nos séculos XV e XVI, e a importância da cidade no xadrez político, económico e religioso dos Açores estão retratados na malha urbana desta cidade.

Do Alto da Memória ou do miradouro do Monte Brasil, observamos o centro histórico de Angra do Heroísmo que se estende num rendilhado de ruas, ruelas, igrejas, palácios, casas senhoriais, monumentos, praças e jardins, que gerações abnegadas souberam preservar e manter até aos dias de hoje, e que a UNESCO soube reconhecer, integrando o Centro Histórico de Angra do Heroísmo na lista de Património Mundial.

A imponente fortificação de São João Baptista na cidade de Angra do Heroísmo, construída há cerca de 400 anos, é exemplo único de arquitectura militar dos Açores e ergue-se em defesa da identidade desta cidade. Palácios, igrejas, conventos e museus, são diversos os locais a visitar.

No concelho da Praia da Vitória é a chamada arquitectura ou “Casa do Ramo Grande” que pontifica. Habitações de índole rural, caracterizadas pela utilização de grandes lajes de pedra, e de cantaria trabalhada com arte minuciosa.

Em diversas localidades da Terceira “impérios” de arquitectura rebuscada e fachada de cores garridas fazem parte da imagem de marca da ilha e merecem um olhar atento.

A ilha Terceira respira cultura por todos os poros. São diversas as instituições e agremiações culturais, grupos de teatro e locais de exposição temporárias ou permanentes que contribuem para a promoção da cultura da ilha. É o caso do Museu de Angra do Heroísmo, instalado no Convento de São Francisco, com as suas notáveis colecções de história militar e de transportes dos séculos XVIII e XIX.

Na cidade da Praia da Vitória, a Casa Vitorino Nemésio ocupa a pequena habitação em que nasceu este grande vulto da cultura portuguesa. Poeta e escritor de eleição, Vitorino Nemésio foi um intelectual com várias facetas, de jornalista a professor, de historiador a apresentador de um programa televisivo que marcou uma geração.

Para explorar os museus e núcleos museológicos da Região: http://www.redemuseuscolecoesvisitaveisacores.pt

Ao centro, a ilha é marcada pela Caldeira de Guilherme Moniz, inundada pelas lavas com dois mil anos de idade do cone do Algar do Carvão, onde se encontra a maior mancha de urze dos Açores. Cenário idêntico desenvolve-se para norte, no Biscoito da Ferraria e Pico Alto, e a oeste, na Serra de Santa Bárbara, onde densas matas de vegetação endémica remetem para a floresta nativa do arquipélago, geralmente conhecida por floresta laurifólia. Não é, pois, à toa que a Terceira representa a ilha com a maior mancha de floresta nativa do arquipélago.

Os vestígios da atividade vulcânica assumem na Terceira formas peculiares, espetaculares e facilmente visitáveis. No mundo subterrâneo, destaque para o Algar do Carvão, resquícios de uma antiga conduta vulcânica que deslumbra pela sua imensidão espacial. Do seu teto em abóbada pendem notáveis estalactites de sílica, as maiores do Mundo. A Gruta do Natal, um túnel lávico, maravilha pela sucessão de corredores estreitos e longos e pelas diferentes formas e cores que assumem as paredes, solo e teto, transformando a gruta num local místico. À superfície, as Furnas do Enxofre são testemunho eloquente da força do vulcanismo açoriano: a paisagem é dominada por fumarolas circundadas por terrenos de tons avermelhados, que contrastam com o verde dos musgos e outra vegetação. A atmosfera é quente e com um cheiro peculiar…a enxofre.

Mas é do alto das suas montanhas e serras, em miradouros estrategicamente posicionados, que melhor se pode absorver a imensidão dos seus vulcões e interiorizar o modo como o Homem os moldou. Sobe-se ao Monte Brasil, sem se perceber que se calcorreia um antigo vulcão com origem no mar – o maior e mais bem preservado dos Açores – para desfrutar de uma das vistas mais fabulosas sobre a cidade e a baía de Angra do Heroísmo. Do cimo da Serra do Cume percebe-se a geometria dos infindáveis muros de pedra e sebes de hortênsia que recortam as pastagens da Terceira. Do Miradouro do Facho, onde reside o imponente Monumento do Imaculado Coração de Maria, tem-se uma panorâmica excecional sobre a praia, marina e casario da Praia da Vitória e de toda a planície das Lajes que, certamente, atraiu a implantação do Aeroporto. E a lista poderia continuar, longa.

No areal da Praia da Vitória, o mais importante da ilha, conjuga-se história com divertimento, urbanidade com isolamento e sol com águas tépidas. Pelo contrário, são muitas as piscinas naturais disponíveis, mais ou menos equipadas de infraestruturas de apoio: Porto Martins, Biscoitos, Negrito e Silveira, para apenas citar algumas. Pontas, promontórios e baías marcam igualmente a orla costeira da Terceira, com enquadramentos cénicos de rara beleza, como é o caso das baías das Quatro Ribeiras, da Salga, da Mina ou do Fanal.

A orla costeira do lado poente da ilha é mais linearizada e marcada por arribas altas e vertiginosas, que caiem abruptamente no oceano profundo, aqui e ali interrompidas por promontórios que avançam mar adentro, testemunho de espessos fluxos lávicos mais recentes. A Ponta do Raminho ou a Ponta do Queimado, com o Farol da Serreta como sentinela, são exemplos elucidativos. Ou a zona da Lagoa da Fajãzinha, na Agualva, um recanto singular, desenhado “a régua e esquadro” por uma Natureza sábia.

A ilha Terceira é um paraíso por descobrir no meio do Oceano Atlântico.

Desportos e atividades em Terra

A ilha é rica em vegetação natural e endémica, oferecendo magníficas paisagens de origem vulcânica com uma ligação íntima entre o verde da terra e o azul do mar.

Os passeios pedestres são a oportunidade perfeita de subir montanhas, caminhar à beira-mar, por vales e caldeiras, descobrir os vulcões que lhe deram origem, conhecer a vegetação natural e o modo de vida das gentes da ilha em harmonia com a natureza. Existem percursos pedestres oficiais que podem ser realizados de forma autónoma.

Para os amantes de ciclismo, existem empresas especializadas nos passeios de bicicleta, para todos os gostos e com diferentes graus de dificuldade. As grandes emoções são sempre garantidas, seja por trilhos de terra que cruzam as serras ricas em fauna e flora endémica ou pela rede viária, ladeada por hortênsias e matas passando por locais de relevo paisagístico e cultural.

Se for mais destemido é possível também praticar atividades de aventura, e até mesmo radicais, como o Rappel, Slide, Canyoning e Coasteering. Estas são atividades que devem ser praticadas com a máxima segurança pelo que se aconselha a sua realização com uma empresa da especialidade.

Se for adepto do Golfe, o Clube de Golfe da ilha Terceira disponibiliza um campo com diversos lagos naturais e uma manutenção irrepreensível, a que a existência de vários “tees” em cada um dos buracos dá um toque de percurso de campeonato e transforma o jogo numa experiência inesquecível. O buraco 18 – um par 3 – é considerado o mais difícil do campo, pois o “green”, com fortes inclinações e linhas muito difíceis de ler, é protegido por árvores e lagos. 

Desportos e atividades náuticas

Desde a observação de cetáceos, passeios de barco, natação com golfinhos, até aos desportos de ondas, a ilha tem todas as condições para poder vivenciar uma enorme diversidade de atividades e desportos de mar. 

Dada a sua situação geográfica, a ilha reúne condições de excelência para a prática dos desportos de ondas em vários contextos: beach breaks, reef breaks e point breaks. Existem uma série de locais que podem ser escolhidos pelo praticante de acordo com as condições que pretendem e com a altura do ano. A ondulação é normalmente consistente, a beleza natural dos locais é um facto adquirido, mas a temperatura da água é sem dúvida o aspeto que mais encanta os amantes de Surf e Bodyboard.

A baía da Praia da Vitória oferece condições óptimas para a prática de vela e de desportos náuticos, com fortes elogios de campeões mundiais e europeus presentes nos vários campeonatos já realizados neste local proporcionando momentos de encontro e treino dos principais velejadores do ranking internacional.

Os amantes do alto mar e de cetáceos podem experimentar emoções únicas, ao ver e nadar com golfinhos no seu habitat natural.

Há, ainda, a possibilidade de conhecer a costa litoral da ilha através do caiaque, canoa ou stand up paddle, explorando zonas de águas translúcidas e grutas perdidas no oceano.

Para os amantes de pesca, há opções de pesca desportiva.

Se a comida é uma das razões para viajar, está no lugar certo. Para o terceirense, vida é sinónimo de festa e festa sinónimo de comida e bebida!

O sabor do marisco é incomparável. O cavaco, cracas, lapas e as muitas espécies de peixe fresco convidam a sentar à mesa. O difícil é querer sair.

O gado é criado nas pastagens, livre e feliz, e a carne é suculenta e saborosa. Os pratos de carne são variados e encontramos, por toda a ilha, desde os mais tradicionais como a Alcatra, Torresmos, Morcela, Linguiça, Coelho, até aos mais simples como a espetada de carne Angus ou o Bife que se “derrete” na boca.

Associados às festividades do Espírito Santo, temos as Sopas do Espírito Santo, o Cozido e a Massa Sovada. A vivência do culto do Espírito Santo é única.

Para adoçar a boca, o destaque é dado aos bolos Dona Amélia, onde o mel de cana e a canela se associam a corintos e cidras. Conta a lenda que o nome do bolo está associado à passagem da Rainha D. Amélia pela ilha. O “Alfenim”, outro doce característico da ilha, associado às Festas do Espírito Santo, consiste numa pasta de açúcar, transformada, pelas hábeis mãos das senhoras, em obras de arte em forma de flores, pombas, galinhas, cisnes e coelhos, um mundo fantástico de açúcar e fantasia. Existem também outras opções como a Cornucópia ou o Arroz Doce que complementam a lista de sobremesas.

Os queijos não podem ser esquecidos, desde os frescos de leite de Cabra aos curados de Leite de Vaca. A passagem por algumas das fábricas é obrigatória e os queijos são degustados no seu local de produção.

Para acompanhar todos os pratos e doçaria, da região vinhateira dos Biscoitos, marcada pela vinha disposta em “curraletas”, nasce o Vinho Verdelho. Ao visitar o Museu do Vinho dos Biscoitos, conseguirá perceber, um pouco, a dinâmica da tradição e da cultura da vinha e do vinho dos Biscoitos. Também é possível realizar passeios organizados às adegas.

A produção biológica tem ganho peso nos últimos anos e algumas abrem as portas para visitas que nos mostram todo o ciclo desde a produção até à mesa. As pequenas explorações agrícolas locais são mais propensas a utilizar práticas sustentáveis e a cultivar uma variedade mais vasta de culturas. Cultivam legumes que são únicos e inspiradores para cozinhar.

Há muitas razões para comprar local, a melhor razão de todas é o sabor. A comida que não viaja tão longe é mais fresca.

A Gastronomia e os vinhos são a chave de ouro para umas férias completas de natureza, histórias e sabores!

Não há ilha como a nossa, no que diz respeito a festa, e fazemos questão de preservar e valorizar a arte do bem-receber.

As Festas do Espírito Santo, centradas nos pitorescos Impérios, são vividas com intensidade: as oito semanas que medeiam entre o domingo de Páscoa e o domingo da Trindade dão lugar às funções e aos bodos que animam as diferentes localidades da ilha.

No período do Entrudo são típicas as Danças de Carnaval, uma manifestação singular de teatro popular. Durante três dias, os terceirenses saem à rua ou recolhem aos salões para não perder pitada das chamadas “danças” e “bailinhos”. Durante o espetáculo, os membros de cada grupo interpretam um enredo, onde a sátira e a crítica marcam presença assídua.

As Sanjoaninas, festas dedicadas ao São João, ocupam as ruas de Angra do Heroísmo durante dez dias do mês de Junho. Cortejos, concertos musicais, touradas (de praça ou à corda), tasquinhas de petiscos, espetáculos de teatro e fogo-de-artifício e provas desportivas, têm o seu ponto alto no desfile das marchas populares, na noite de São João.

Em Agosto, a Praia da Vitória apresenta um cartaz recheado de eventos e de propostas irresistíveis: as Festas da Praia incluem touradas, exposições, desfiles, feira gastronómica, concertos e eventos desportivos náuticos.

No início de Setembro, as Festas da Vinha e do Vinho animam os Biscoitos, terra de tradição vinícola.

Angra do Heroísmo é também palco de dois relevantes festivais de música: o festival AngraRock, em Setembro, e o festival internacional AngraJazz, em Outubro.

Ainda hoje, as festas terceirenses são animadas por cantares ao desafio, onde cantadores improvisam versos para delícia da assistência.

A Tourada é ancestral e a ilha mantém várias ganadarias ativas. A atividade divide-se em touradas de praça e as típicas touradas à corda*, em que o touro corre pelas ruas da localidade preso por uma comprida corda segura por um grupo de homens, conhecidos como os pastores. A época taurina decorre entre 1 de Maio e 15 de Outubro

O artesanato, melhor que nenhum outro testemunho, personifica a riqueza de um património, vasto e repleto de motivos de interesse, onde se projeta a peculiar maneira de ser dos povos: o génio inventivo, a inata habilidade manual, um apurado sentido estético, a natural assunção da ambiência geográfica envolvente e o carácter vincado e personalista.

As mãos femininas da ilha bordam linho com motivos tradicionais e fazem delicadas rendas. As colchas feitas em tear, cuja tradição remonta à antiguidade, quando os vestuários das famílias dependiam da lã e do linho. 

A cestaria, a olaria, o fabrico de objetos de uso quotidiano, feitos de madeira de cedro local, e até as guitarras que são ouvidas nos dias de festa, ficam a cargo dos homens da ilha.

Ainda hoje os velhos teares são usados para fazer coloridas colchas de lã, utilizadas por toda a ilha para cobrir as camas e decorar as janelas em ocasiões festivas.

Para além do artesanato local que poderá adquirir como recordação da sua passagem pela ilha, existe também o mais variado tipo de comércio que servirá as suas necessidades durante a estadia.

Idioma oficial: Português  Religião: Católica  Moeda oficial: Euro (€)

Geografia

Segunda ilha mais habitada dos Açores, com 53 311 residentes (dados de 2021), a ilha Terceira tem 401,9 km2de superfície, com 30,1 quilómetros de comprimento e 17,6 quilómetros de largura máxima. É a ilha mais a Leste das cinco que compõem o Grupo Central do arquipélago e a ilha mais próxima é a de São Jorge, a 37,9 km de distância. O ponto mais elevado da ilha, aos 1021 m de altitude, está situado na Serra de Santa Bárbara, a 38°43’47’’ de latitude norte e 27°19’11’’ de longitude oeste.

Clima

A localização geográfica, no contexto da circulação global atmosférica e oceânica, condiciona o seu clima. A circulação atmosférica é comandada pelo Anticiclone dos Açores, cuja posição, intensidade, desenvolvimento e orientação influencia as condições meteorológicas sentidas no arquipélago.

Assim, o clima é caracterizado por elevados índices de humidade do ar, amenidade térmica, taxas de insolação pouco elevadas, chuvas regulares e abundantes e por um regime de ventos vigorosos.

Reconhecem-se as quatro estações do ano, típicas dos climas temperados. Os Invernos, embora não excessivamente rigorosos, podem ser chuvosos nos meses entre Outubro e Março. Os Verões são amenos e mais ensolarados do que o resto do ano, contudo são raros os dias de céu completamente limpo. As temperaturas médias são de cerca de 13°C no Inverno e 24°C no Verão.

A temperatura da água do mar, que é moderada pela Corrente do Golfo, é entre 16ºC nos meses de Fevereiro a Abril e 24ºC no mês de Agosto.

A terceira paragem do arquipélago a ser reconhecida por navegadores portugueses, provavelmente entre finais de 1420 e inícios de 1430, começa por ser designada Ilha de Jesus Cristo. O posterior rebaptismo para Terceira leva em conta a ordem das descobertas anteriores, Santa Maria e São Miguel. O povoamento é mais tardio do que no grupo oriental, pois só em 1449 o Infante D. Henrique incumbe Jácome de Bruges, flamengo de nascença, de humanizar a ilha. Apesar deste primeiro investimento, o efetivo povoamento da ilha só terá sido realizado a partir de 1470, tendo como zonas centrais Praia e Angra, que gizaram o aparecimento de povoações pelo resto do território.

Nos séculos XV e XVI, a relevância da baía de Angra não só é notória como entreposto comercial interno, promovendo o circuito de produtos regionais produzidos nas demais ilhas, como assume ainda maior protagonismo como escala intercontinental para as naus que navegavam entre a Europa e as distantes América e Índia. A cidade de Angra, fundada em 1534, torna-se o fulcro político, económico e religioso dos Açores e a ela abundam metais preciosos e especiarias exóticas que tornam a ilha num alvo privilegiado e continuado de corsários ingleses, franceses, castelhanos e flamengos.

Em 1580, perante a subida ao trono de Portugal do rei espanhol Filipe II, os terceirenses apoiam as pretensões de D. António, Prior do Crato, candidato português. Espanha procura debelar a rebelião, mas o primeiro desembarque de tropas castelhanas, em 1581, resulta na sua pesada derrota na famosa Batalha da Salga. Dois anos depois, os hispânicos regressam em maior número e alcançam o domínio insular após violentos combates. Com a Restauração de 1640, Portugal recupera a independência e a Terceira solidifica a sua posição central no arquipélago.

O espírito de bravura dos locais volta a ser testado durante as Guerras Liberais. Maioritariamente adepta da causa liberal, a população terceirense reage contra o domínio absolutista, já comodamente instalado noutras paragens. Em 1829, uma feroz batalha naval termina com a derrota das tropas absolutistas de D. Miguel que tentavam desembarcar no areal da Praia. Perante o feito, esta vila passa a ser conhecida por Praia da Vitória. Durante este conturbado período histórico, a Terceira funciona como base para D. Pedro IV organizar a reconquista do trono e consolidar a monarquia constitucional. Angra é nomeada capital do reino de Portugal e obtém o acrescento “do Heroísmo”. Em 1832, assiste-se à largada da armada e exército rumo ao continente, onde desembarcará na praia do Mindelo, momento chave na vitória do ideal liberalista.

Durante a Segunda Guerra Mundial, permite-se aos britânicos instalarem uma base militar próxima da Praia da Vitória, que posteriormente passa para a Força Aérea Norte-Americana. A conhecida e ainda hoje operante Base das Lajes traz novas influências aos habitantes locais. Ciosa do passado histórico repleto de grandes feitos, a Terceira mantém-se atualmente uma ilha dinâmica no contexto do arquipélago, tendo o centro histórico angrense sido reconhecido, em 1983, como Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO.

O título “Muito Nobre, Leal e Sempre Constante” atribuído a Angra do Heroísmo realça a importância que esta urbe teve ao longo da História de Portugal. A relevância da baía de Angra, em especial nos séculos XV e XVI, e a importância da cidade no xadrez político, económico e religioso dos Açores estão retratados na malha urbana desta cidade.

Do Alto da Memória ou do miradouro do Monte Brasil, observamos o centro histórico de Angra do Heroísmo que se estende num rendilhado de ruas, ruelas, igrejas, palácios, casas senhoriais, monumentos, praças e jardins, que gerações abnegadas souberam preservar e manter até aos dias de hoje, e que a UNESCO soube reconhecer, integrando o Centro Histórico de Angra do Heroísmo na lista de Património Mundial.

A imponente fortificação de São João Baptista na cidade de Angra do Heroísmo, construída há cerca de 400 anos, é exemplo único de arquitectura militar dos Açores e ergue-se em defesa da identidade desta cidade. Palácios, igrejas, conventos e museus, são diversos os locais a visitar.

No concelho da Praia da Vitória é a chamada arquitectura ou “Casa do Ramo Grande” que pontifica. Habitações de índole rural, caracterizadas pela utilização de grandes lajes de pedra, e de cantaria trabalhada com arte minuciosa.

Em diversas localidades da Terceira “impérios” de arquitectura rebuscada e fachada de cores garridas fazem parte da imagem de marca da ilha e merecem um olhar atento.

A ilha Terceira respira cultura por todos os poros. São diversas as instituições e agremiações culturais, grupos de teatro e locais de exposição temporárias ou permanentes que contribuem para a promoção da cultura da ilha. É o caso do Museu de Angra do Heroísmo, instalado no Convento de São Francisco, com as suas notáveis colecções de história militar e de transportes dos séculos XVIII e XIX.

Na cidade da Praia da Vitória, a Casa Vitorino Nemésio ocupa a pequena habitação em que nasceu este grande vulto da cultura portuguesa. Poeta e escritor de eleição, Vitorino Nemésio foi um intelectual com várias facetas, de jornalista a professor, de historiador a apresentador de um programa televisivo que marcou uma geração.

Para explorar os museus e núcleos museológicos da Região: http://www.redemuseuscolecoesvisitaveisacores.pt

O artesanato, melhor que nenhum outro testemunho, personifica a riqueza de um património, vasto e repleto de motivos de interesse, onde se projeta a peculiar maneira de ser dos povos: o génio inventivo, a inata habilidade manual, um apurado sentido estético, a natural assunção da ambiência geográfica envolvente e o carácter vincado e personalista.

As mãos femininas da ilha bordam linho com motivos tradicionais e fazem delicadas rendas. As colchas feitas em tear, cuja tradição remonta à antiguidade, quando os vestuários das famílias dependiam da lã e do linho. 

A cestaria, a olaria, o fabrico de objetos de uso quotidiano, feitos de madeira de cedro local, e até as guitarras que são ouvidas nos dias de festa, ficam a cargo dos homens da ilha.

Ainda hoje os velhos teares são usados para fazer coloridas colchas de lã, utilizadas por toda a ilha para cobrir as camas e decorar as janelas em ocasiões festivas.

Para além do artesanato local que poderá adquirir como recordação da sua passagem pela ilha, existe também o mais variado tipo de comércio que servirá as suas necessidades durante a estadia.

Não há ilha como a nossa, no que diz respeito a festa, e fazemos questão de preservar e valorizar a arte do bem-receber.

As Festas do Espírito Santo, centradas nos pitorescos Impérios, são vividas com intensidade: as oito semanas que medeiam entre o domingo de Páscoa e o domingo da Trindade dão lugar às funções e aos bodos que animam as diferentes localidades da ilha.

No período do Entrudo são típicas as Danças de Carnaval, uma manifestação singular de teatro popular. Durante três dias, os terceirenses saem à rua ou recolhem aos salões para não perder pitada das chamadas “danças” e “bailinhos”. Durante o espetáculo, os membros de cada grupo interpretam um enredo, onde a sátira e a crítica marcam presença assídua.

As Sanjoaninas, festas dedicadas ao São João, ocupam as ruas de Angra do Heroísmo durante dez dias do mês de Junho. Cortejos, concertos musicais, touradas (de praça ou à corda), tasquinhas de petiscos, espetáculos de teatro e fogo-de-artifício e provas desportivas, têm o seu ponto alto no desfile das marchas populares, na noite de São João.

Em Agosto, a Praia da Vitória apresenta um cartaz recheado de eventos e de propostas irresistíveis: as Festas da Praia incluem touradas, exposições, desfiles, feira gastronómica, concertos e eventos desportivos náuticos.

No início de Setembro, as Festas da Vinha e do Vinho animam os Biscoitos, terra de tradição vinícola.

Angra do Heroísmo é também palco de dois relevantes festivais de música: o festival AngraRock, em Setembro, e o festival internacional AngraJazz, em Outubro.

Ainda hoje, as festas terceirenses são animadas por cantares ao desafio, onde cantadores improvisam versos para delícia da assistência.

A Tourada é ancestral e a ilha mantém várias ganadarias ativas. A atividade divide-se em touradas de praça e as típicas touradas à corda*, em que o touro corre pelas ruas da localidade preso por uma comprida corda segura por um grupo de homens, conhecidos como os pastores. A época taurina decorre entre 1 de Maio e 15 de Outubro

O artesanato, melhor que nenhum outro testemunho, personifica a riqueza de um património, vasto e repleto de motivos de interesse, onde se projeta a peculiar maneira de ser dos povos: o génio inventivo, a inata habilidade manual, um apurado sentido estético, a natural assunção da ambiência geográfica envolvente e o carácter vincado e personalista.

As mãos femininas da ilha bordam linho com motivos tradicionais e fazem delicadas rendas. As colchas feitas em tear, cuja tradição remonta à antiguidade, quando os vestuários das famílias dependiam da lã e do linho. 

A cestaria, a olaria, o fabrico de objetos de uso quotidiano, feitos de madeira de cedro local, e até as guitarras que são ouvidas nos dias de festa, ficam a cargo dos homens da ilha.

Ainda hoje os velhos teares são usados para fazer coloridas colchas de lã, utilizadas por toda a ilha para cobrir as camas e decorar as janelas em ocasiões festivas.

Para além do artesanato local que poderá adquirir como recordação da sua passagem pela ilha, existe também o mais variado tipo de comércio que servirá as suas necessidades durante a estadia.

O artesanato, melhor que nenhum outro testemunho, personifica a riqueza de um património, vasto e repleto de motivos de interesse, onde se projeta a peculiar maneira de ser dos povos: o génio inventivo, a inata habilidade manual, um apurado sentido estético, a natural assunção da ambiência geográfica envolvente e o carácter vincado e personalista.

As mãos femininas da ilha bordam linho com motivos tradicionais e fazem delicadas rendas. As colchas feitas em tear, cuja tradição remonta à antiguidade, quando os vestuários das famílias dependiam da lã e do linho. 

A cestaria, a olaria, o fabrico de objetos de uso quotidiano, feitos de madeira de cedro local, e até as guitarras que são ouvidas nos dias de festa, ficam a cargo dos homens da ilha.

Ainda hoje os velhos teares são usados para fazer coloridas colchas de lã, utilizadas por toda a ilha para cobrir as camas e decorar as janelas em ocasiões festivas.

Para além do artesanato local que poderá adquirir como recordação da sua passagem pela ilha, existe também o mais variado tipo de comércio que servirá as suas necessidades durante a estadia.

A ilha Terceira é um paraíso por descobrir no meio do Oceano Atlântico.

Desportos e atividades em Terra

A ilha é rica em vegetação natural e endémica, oferecendo magníficas paisagens de origem vulcânica com uma ligação íntima entre o verde da terra e o azul do mar.

Os passeios pedestres são a oportunidade perfeita de subir montanhas, caminhar à beira-mar, por vales e caldeiras, descobrir os vulcões que lhe deram origem, conhecer a vegetação natural e o modo de vida das gentes da ilha em harmonia com a natureza. Existem percursos pedestres oficiais que podem ser realizados de forma autónoma.

Para os amantes de ciclismo, existem empresas especializadas nos passeios de bicicleta, para todos os gostos e com diferentes graus de dificuldade. As grandes emoções são sempre garantidas, seja por trilhos de terra que cruzam as serras ricas em fauna e flora endémica ou pela rede viária, ladeada por hortênsias e matas passando por locais de relevo paisagístico e cultural.

Se for mais destemido é possível também praticar atividades de aventura, e até mesmo radicais, como o Rappel, Slide, Canyoning e Coasteering. Estas são atividades que devem ser praticadas com a máxima segurança pelo que se aconselha a sua realização com uma empresa da especialidade.

Se for adepto do Golfe, o Clube de Golfe da ilha Terceira disponibiliza um campo com diversos lagos naturais e uma manutenção irrepreensível, a que a existência de vários “tees” em cada um dos buracos dá um toque de percurso de campeonato e transforma o jogo numa experiência inesquecível. O buraco 18 – um par 3 – é considerado o mais difícil do campo, pois o “green”, com fortes inclinações e linhas muito difíceis de ler, é protegido por árvores e lagos. 

Desportos e atividades náuticas

Desde a observação de cetáceos, passeios de barco, natação com golfinhos, até aos desportos de ondas, a ilha tem todas as condições para poder vivenciar uma enorme diversidade de atividades e desportos de mar. 

Dada a sua situação geográfica, a ilha reúne condições de excelência para a prática dos desportos de ondas em vários contextos: beach breaks, reef breaks e point breaks. Existem uma série de locais que podem ser escolhidos pelo praticante de acordo com as condições que pretendem e com a altura do ano. A ondulação é normalmente consistente, a beleza natural dos locais é um facto adquirido, mas a temperatura da água é sem dúvida o aspeto que mais encanta os amantes de Surf e Bodyboard.

A baía da Praia da Vitória oferece condições óptimas para a prática de vela e de desportos náuticos, com fortes elogios de campeões mundiais e europeus presentes nos vários campeonatos já realizados neste local proporcionando momentos de encontro e treino dos principais velejadores do ranking internacional.

Os amantes do alto mar e de cetáceos podem experimentar emoções únicas, ao ver e nadar com golfinhos no seu habitat natural.

Há, ainda, a possibilidade de conhecer a costa litoral da ilha através do caiaque, canoa ou stand up paddle, explorando zonas de águas translúcidas e grutas perdidas no oceano.

Para os amantes de pesca, há opções de pesca desportiva.

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